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Palmeirense em missão a caminho da África


Estudante do 7º semestre do curso de Filosofia da Universidade de Santa Cruz do Sul, a palmeirense Suelen Portela da Silva, de 26 anos, estará embarcando no próximo dia 20 de dezembro para Maputo, capital de Moçambique, no continente africano, onde realizará intercâmbio voluntário e atividades voltadas a crianças e adolescentes portadores de HIV e mulheres vítimas e violência doméstica. A família da intercambista, cujo retorno está previsto para 10 de fevereiro de 2012, é do município de São Pedro das Missões.
Em setembro de 2011 a jovem se inscreveu para um intercâmbio voluntário na Aiesec Santa Cruz, com o pensamento já formado: queria atuar em Moçambique. A Aiesec é uma organização mundial formada por universitários e recém-graduados que possibilita intercâmbios voluntários e profissionais a jovens de 1.700 universidades de 107 países em todo o mundo. Para esta oportunidade, foram selecionados 14 acadêmicos da Unisc, dos cursos de medicina, odontologia e direito, além de Suelen, da Filosofia.
“Lá em Maputo realizaremos dois trabalhos: um pela Aiesec, que no meu caso irei trabalhar no reforço escolar de crianças de 8 a 14 anos, estas portadoras de HIV, que a sociedade rejeita, que os pais não querem ou mesmo não podem cuidar ou ainda que são órfãos. Os demais intercambistas irão realizar trabalhos específicas na área da saúde como prevenção de HIV”, explica. “Também pensamos que poderíamos fazer mais e, com isso, inicialmente tivemos a ideia de arrecadar roupas, alimentos, material de higiene pessoa, material escolar e livros para levar, porém nos deparamos com a dificuldade em transportar os donativos. Assim, surgiu o projeto de realizarmos outro trabalho, independente da ong pela qual estamos indo”, diz.
Assim, foi organizado o projeto Agir Sem Fronteiras. O mesmo tem por objetivo arrecadar dinheiro para que, chegando à África, o grupo possa comprar o que as famílias realmente precisam, investindo em ações relacionadas à sustentabilidade, agricultura, reciclagem, atividades lúdicas, palestras educacionais, cestas básicas para as famílias integradas ao projeto, brinquedos para as crianças e material escolar. “Nosso trabalho será direcionado a pessoas portadoras de HIV e malária, além de mulheres que sofreram e sofrem de violência doméstica”, enfatiza a intercambista.
Segundo ela, diferentemente do Brasil, a população de lá não possui ajuda do governo, como Bolsa Família, vale alimentação e outros benefícios, contando apenas com a solidariedade e a vontade das pessoas em ajudar. “Sei que nada será fácil, provavelmente será bem mais difícil do que posso imaginar. Porém gosto de pensar que Deus dá o fardo somente no peso ideal que cada um pode carregar. E como fui escolhida para realizar este trabalho, então com certeza me entregarei de corpo e alma”, frisa a jovem acadêmica. “Não posso dizer que estou 100% segura, não. Tenho meus medos e o maior deles, sem dúvida, é de não conseguir realizar o trabalho com as crianças, de desapontá-las. Não quero que elas pensem que não há mais esperança, quero mostrar que é possível fazer nossa vida mudar para melhor”.
Com isso, a palmeirense faz um convite a todos que quiserem, de fato, fazer a diferença, para que colaborem com a campanha de arrecadação de valores para o projeto. Para participar, qualquer valor pode ser depositado no Banco do Brasil (agência 0180-5, conta 46.698-0). As contribuições poderão ser depositadas na conta poupança do projeto até o dia 10 de dezembro, sendo que todo o trabalho da intercambista na África poderá ser acompanhado nos blogs http://agirsemfronteiras.blogspot.com/ e http://sueseuspensamentos.blogspot.com/.
Agradeço a todos que colaboraram com a campanha!!
Desejo muito sucesso nesta jornada a todos os alunos da UNISC 
(Universidade de Santa Cruz do Sul/RS).





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